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Vale rever, é muito bom

Os sapatos

Não é difícil, mas quem disse que era fácil. João tinha de trocar os sapatos. Estavam tão gastos que o pé parecia tocar o chão. Sentia até mesmo as pedrinhas mais miudinhas que os olhos não viam sobre a calçada. Pois lá foi ele. Passos largos do trabalho para casa, um recanto de madeira, cor verde e de janelas marrons. Era aconchegante. Bem simples. João morava sozinho e tinha muitos objetivos. Naquele dia, só pensava em não se atrasar para a faculdade.

O roteiro era o seguinte: ele deixava o serviço às 17h45min, caminhava cerca de um quilômetro e meio, trocava os sapatos, deixava o crachá da empresa em cima da mesa, pegava a mochila e ia para a parada do ônibus, que encostava à beira da calçada exatamente às 18h10min. João, às vezes, não conseguia. Era vencido pelo cansaço. Ou tinha deveres a cumprir para o editor do diário em que trabalhava. O pior é que, quando não ia na aula, perdia o conteúdo. João era de poucos sorrisos.

Havia nove anos e meio que cumpria esse ritual. Naquela terça-feira nublada e abafada, João venceu. Entrou no ônibus no horário previsto. Quarenta e cinco minutos depois, estava dentro da sala de aula. Não deixou de se sentir aliviado. Havia prova naquele dia. Aluno nota oito, dedicado no trabalho e atento nos estudos, o estudante que sonhava apenas com a vitória da vida passou na prova. Fez dois textos. Um elogiado pelo professor. O outro nem tanto.

Muitos fazem o mesmo que João Siqueira da Cunha e Silva, de 28 anos. São vários os Joões, várias as Marias. Inúmeras as situações vividas no dia a dia. Para alguns, não há sapatos que os façam desistir dos sonhos.

Prevenção é a ordem

O alerta vermelho ecoou pelo Rio Grande do Sul com as tempestades seguidas de chuvas torrenciais. Invadiu cada estância gaúcha como um aviso de que, contra a natureza, não há como lutar. É fato que a assistência aos mais de 9.500 desabrigados e desalojados pelas enchentes tem de ser mais rápida e concreta. É uma falha das autoridades. É inadmissível ter cerca de 14.000 clientes prejudicados pela falta eletricidade, quando empresas privadas, que trabalham somente com a distribuição de energia, recebem rios de dinheiro. Mas não devemos pensar somente no hoje.

Há anos o mundo é alertado pelos meteorologistas e cientistas sobre as mudanças climáticas. Dizia-se que o inverno seria cada vez mais rigoroso. E o verão com temperaturas elevadas ao extremo. Nesse período, alterações frequentes e bruscas no tempo levariam o mundo a situações nunca antes vividas. Tudo, infelizmente, está se confirmando. O que parecia longe da realidade gaúcha se acentuou em 2008, quando Santa Catarina foi devastada pelas tempestades que vitimaram mais de 90 pessoas. Hoje, percebe-se que os gaúchos também estão na rota das catástrofes naturais. E o pior: não está preparado para enfrentá-las. Prova disso são as mais de 14.661 casas danificadas e 48 destruídas.

Fazer com que as cenas de gaúchos dentro de barcos deixando suas casas devido às enchentes ou colocando alimentos na lixeira por falta de energia para ligar a geladeira não podem se repetir. A ação tem de começar pelo poder público. Mas precisa ser aceita e transformada em realidade pelos gaúchos – e pelo restante do mundo. Não adianta cuidarmos aqui da natureza, se lá fora ela não é respeitada. É preciso mudar conceitos, rever maneiras de agir e de pensar e sair da passividade.

Uma afronta ao século 21

O Brasil acompanha estarrecido cada novo episódio Geisy Arruda, que, sem a menor cerimônia, invade as manchetes dos jornais e ganha espaços nobres nos noticiários das televisões há duas semanas. A repercussão na sociedade só não é mais avassaladora do que a roupa usada pela estudante do curso de Turismo da Universidade Bandeirante (Uniban), em São Bernardo do Campo, São Paulo, motivo de todo o alvoroço no país. Cabe uma pergunta: o que é mais abominável em um estado democrático, o linchamento público de uma cidadã ou o tamanho do vestido?

Parece que o comprimento da roupa usada por Geisy na noite do dia 22 de outubro, enquanto assistia à aula na faculdade, causa mais constrangimento à opinião pública. O mais incrível é que o caso tem desdobramentos maiores a cada amanhecer, e agora acertadamente contra a Uniban. A universidade recuou e resolveu aceitar o retorno da estudante de 22 anos às classes. Antes, a conceituada instituição de ensino superior, berço dos mais influentes e cultos homens da sociedade, onde se desenvolve o futuro de nosso Brasil, foi a público informar que Geisy não poderia mais frequentar os corredores da faculdade. Uma decisão autoritária e retrógada. E o que é pior, inadmissível: abençoava o comportamento selvagem e grotesco dos estudantes na fatídica noite de 22 de outubro.

Os fatos ganharam tamanha audiência que o Procon e até a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ambos de São Paulo, resolveram interpelar contra a Uniban. É claro que os estudantes precisam ter bom senso. Afinal, a escola é lugar de ensinar, aprender, adquirir conhecimento e convém usar roupas adequadas com o ambiente. Depois de todas as cenas de Geisy, as exibições em televisão aberta dos vídeos – que também povoaram a internet -, resta concluir que o século 21 ainda guarda resquícios do passado da moda calça boca de sino.

por Éder Romeu Kurz

Cibercultura

Um projeto elaborado pelos alunos de Jornalismo, da Unisinos, ganhou os aplausos dos colegas e o elogio do professor Juan Domingues. Se você quer conhecer esse vídeo, clique no link abaixo.

Produção: Éder Romeu Kurz e Marcelo Ferreira
Alunos do curso de Jornalismo, na Unisinos
Disciplina: Jornalismo Online

http://www.youtube.com/watch?v=whZCO0CE-H4

Numa noite…

…dessas, um bar, um bom papo, alegria nos rostos e boa comida à mesa.
A vida se renova a cada instante.

 

Éder e Dina

É o amor: Éder e Dina

Oi

Ah, não aguentou. A curiosidade foi maior….ehehehe
Este é o meu blog. Pode olhar a vontade. Divirta-se. Ou odeie. Não importa. Opiniões sempre são bem-vindas, desde que não alimentem o lado mal da vida.

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Éder no trabalho

 

Havia uma época em que as famílias se reuniam nas casas e em galpões. Ficavam ali durante o final de semana. Às vezes até a quarta, a quinta-feira da outra semana. Eram os Kerbs, festas que nasceram por motivo religioso e foram trazidas ao Brasil pelos alemães. “Foi um legado deixado por nossos antepassados”, diz a aposentada Lucila Colling Forneck. A ex-presidenta da Sociedade Cultural Pareci Novo, fundada em 1913, sendo a segunda mais antiga do município, não esconde a satisfação em poder participar de mais um Kerb da associação na qual esteve à frente por dez anos. A festa deste domingo também servirá para o reencontro de famílias, amigos e pareci-novenses que já não residem mais na cidade. Depois da celebração, o padre, a banda e os participantes devem ir a pé até a Sociedade, onde será o baile.  Para Lucila, serão momentos de fé e comemoração em um evento que traz saudades até hoje. “Os músicos ficavam morando nos salões. Estamos preservando três legados dos nossos antepassados, o Kerb, o Tiro de Rei e o Bolão”, lembra Lucila, que participa das festas desde os 27 anos, quando fixou residência na cidade. Recordações de uma época em que as visitas eram mais freqüentes também estão guardadas na memória da aposentada Liana Fell Neutling. Um tempo em que seu pai, Edmundo Fell, já falecido, dava início ao Kerb na sexta-feira. “Vinha um senhor a cavalo e ficava até a terça. O pai contratava até uma cozinheira, porque domingo a casa enchia”, relembra Liana.  Hoje o Kerb não acontece mais nas residências. Mas nem por isso deixou de ser menos comemorado pelos pareci-novenses. “Será um momento de reencontrar os amigos, de confraternização na Sociedade”, diz Liana.

Recordações em fotos e objetos

Entusiasmada com a chegada de mais um Kerb, Liana Fell Neutling espera reunir mais de dez familiares neste final de semana. A irmã, Lia Ledur, e o cunhado, Plínio Ledur, vêm de Porto Alegre. Um sobrinho que reside
em Novo Hamburgo deve chegar neste sábado. Ainda tem os de casa, o marido e os filhos. “Enquanto estiver viva, quero continuar a reunir a família, gosto de manter a tradição”, diz Liana. As recordações das festas de Kerb não estão somente na memória de Liana. Ficam penduradas nas paredes, em quadros de fotografias e em vários objetos antigos utilizados pela família. Em uma sala nos fundos da casa, ela guarda uma escova de sapato que fica dentro de um tamanco, material trazido pelos colonizadores. Um jarro de barro, em alemão chamado “Krug”, que era usado para fazer saladas nos Kerbs. Também há uma prensa para tirar banha de porco feita em madeira. “Gosto de guardar isso tudo, é uma maneira de preservar tudo que eles fizeram antigamente”, ressalta Liana.


Kerb inicia com missa

Uma missa na Igreja Matriz São José, no Centro da cidade, às 10 horas de domingo, marca o início do Kerb na Sociedade Cultural Pareci Novo. Terminada a celebração, os participantes, o padre e a banda seguem em caminhada até a associação, onde acontece a primeira parte do baile. Os músicos devem ir cantando músicas típicos dos alemães. Ao meio-dia será servido o almoço, ao custo de R$ 25,00 o casal e R$ 12,50 o cartão para uma pessoa. Às 14 horas, o baile reinicia e deve ir até às 18 horas.

( Reportagem produzida por Éder Romeu Kurz, e publicada no Jornal Ibiá, diário de Montenegro e região do Vale do Caí )

 

 

Simples de se encontrar

A Web 1.0 surgiu da tendência de sair de uma crise econômica. E o que surgiu como uma “chuva de pensamentos” e idéias para, e também sobre, a Web, acabou por desvendar um caminho mais curto para a simplicidade. Em comparação, a Web 2.0 não tem uma fronteira tão restrita quanto a Web 1.0, mas um conjunto gravitacional.

O profuto Last FM é um exemplo de simplicidade. Um programa de músicas interativo, no qual, com o nome do artista ou da banda, é possível encontrar informações sobre o músico, e também, ouvir as músicas preferidas do grupo.

Em curso

A imensa maioria dos sites ainda estão em constante processo de mudanças. Chegar ao nível ideal, de acordo com a crítica e com as necessidades dos usuários, ainda vai levar algum tempo. Curto. É verdade. Ou, quem sabe, nunca chegará a esse ponto, pois estamos em constante processo de renovação e mudanças, principalmente tecnológicas.

O site do Jornal Ibiá, de Montenegro, é um exemplo. É a fiel cópia do jornal impresso que está nas bancas e casas dos assinantes todas as manhãs. Na comparação com o site do Jornal do Povo, de Cachoeira do Sul, há diferenças, apesar de ambos passarem pelo mesmo processo. No caso do jornal cachoeirense na rede mundial de computadores, a capa do portal, como no jornal montenegrino, é a mesma da edição impressa. Porém, no Jornal do Povo, durante o dia, novos links são criados com notícias “fresquinhas”. Ou nem tanto. No Ibiá, as informações só são renovadas após o fechamento da edição.

O processo do Jornal do Povo dificilmente será o mesmo do Jornal Ibiá nos próximos meses. Isso por que com o Ibiá pretende tornar o site mais atrativo, com a construção de blogs e postagem de vídeos. Um processo natural da comunicação digital.

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